+ Eletrocardiograma - UOL Blog
Eletrocardiograma


Rosa de Saron

Sempre pensando ter uma existência a frente para dosar

Surpreende-se com o passar dos segundos

Aprendeu que distraída vive-se melhor

Reserva perplexidades para si mesma

Descobertas nunca antes intuidas, embora desde sempre juntas

Estado de desmembrar em si surpresas para si mesmo

Estado normal a partir de que só chegamos e só ficaremos

Compreende a solidão como o único caminho

Convive bem entre o nada e o ninguém

Qual flor sozinha que se extasia em seu próprio aroma

 



Escrito por Paula Cohen às 17h23
[ ] [ envie esta mensagem ]


Abre caminhos

Peço a sorte que me acompanhe os passos dados como quem aprende a andar

pelas calçadas quebradas da metrópole

pelos parapeitos de prédios altos

pelas bordas

pelas faxadas

pelas quebradas

pelo salão de baile

Abram caminhos para a minha estrada meus anjos,

agora mais que nunca vocês precisam me guiar.



Escrito por Paula Cohen às 15h57
[ ] [ envie esta mensagem ]


Ambulância

 

Noite escura  densa grita

O amor acalanto de berros

Suave conforto na inquietude

Dedos afoitos escrevem,

Para seguir pensamentos que vão a lugares incertos

 

Por onde caminham os versos ,

Em labirintos desconhecidos que ao dobrar esquinas

Encontram trechos já ditos e fazem do canto antigo

Novas histórias para velhos ouvidos

 

E soam algo estridentes

esses gritos doídos de um instrumento que é gente

Em corpo, pele e sentidos

De uma sirene de carne que faz barulho em gemidos



Escrito por Paula Cohen às 18h54
[ ] [ envie esta mensagem ]


Pluma


Para calar os fantasmas vou botar um tampão no ouvido
Parar de gritar por dentro com as minhas contradições
A coerência que as vezes se desdiz

Não me tenho que exigir tanto frente a minha condição de ser errante
Ou devo exigir o melhor das minhas aflições, dos meus erros, da minha natureza confusa e as vezes ilógica

O que quero é pode mudar a cada instante
O que eu gosto muda
Os conceitos nos aprisionam na imagem de quem pensamos que somos
Desconfiamos que somos
porque saber ao certo não sei se chegamos
Saber ao certo é o que?
Um mergulho de expedição sobre a natureza humana e seus códigos e símbolos?

Preciso de piruetas de baixo de água morna para lembrar o que nunca mais volta
Melancolia de existência
Resistência de fé é o que tenho passado
Por quanto tempo?

Uma coisa por vez para não implodir a mente

E sorte, muita sorte
                        Minha musica tema.



Escrito por Paula Cohen às 02h58
[ ] [ envie esta mensagem ]


Simples assim




Tão fácil abrir uma garrafa de vinho
Tão difícil sofrer
Tão bom se perder
Tão difícil
Tão fácil entregar-se na paixão
Tão fácil
Tão difícil
Tão devastador o amor
Tão tão as nossas últimas noites
São oque?
Cadê?
Quem resolve o meu dia?

Eu podia acordar e você não ver
Podia
Você podia me despertar com flores secas mortas a pouco tempo
e ser suave lembrar o fim.
E ser doce o café sem açúcar
E ser mesmo a invenção do que nós queríamos que fosse a vida.
Desde lá atrás
Desde a muito
Desde lá

Tantas as coisas
Tontas as voltas ao léo
E as coisas que queremos
E como podemos
E as que não podemos mais
É tanto
Tão fácil
Tão difícil

Difícil é viver sem um olho para atravessar

Fácil é ser alvo das tuas lambidas.



Escrito por Paula Cohen às 19h50
[ ] [ envie esta mensagem ]


Em prece

Trepar e pular,

assim ficam iguais.

Ou nascer e morrer

tão lindo quanto, tão cruel quanto.

Por isso a memória nos poupa

ou poda

ou recorda o prazer

ou dor.

O que incomoda é culpa

não serve,

sirva-a de entrada com uma maça na boca.

Banquete.

Bacante caçada

Diaba em conserva

O limbo da guerra é o ideal.

Qual ponto de vista?

Qual?

Que dor é maior?

Quem chora mais?

Sais para a minha ferida.

Não sou o meu algoz mas as vezes a voz embarga quando me ponho em ciladas para me provar.

O que?

Não essa pele creme.

Entranhas ao molho branco em banho maria.

Ave!

Mainha peço proteção.

Meu corpinho e o espiritizinho que o habita.

Salve

venta

grita                                           ...............................

 

canta para subir....................................

 

 

 



Escrito por Paula Cohen às 03h39
[ ] [ envie esta mensagem ]


Blá

Poesia para tudo.

Para a palavra mais banal.

Para o bem.

Para o mal que me fez te perder.

Mesmo de longe meu amor se manifesta.

Bandido

não presta.

O rombo da falha trágica.

Te querer assim.

Não tem fim ... o amor.

Quem inventou você?

Alguém reconhece esse fruto como de seu ventre?

Diabo,

serpente.

Qual é o antidoto para a tua lambida?



Escrito por Paula Cohen às 21h41
[ ] [ envie esta mensagem ]


Censura

O chão era tão certo quando eu era criança

Agora abismo

Abisinto tanto

Buraco

Redondo e fundo

de Alice

Devota devolta a gerra

Nada certo meu bem

Tenho para mim que mesmo assim

que mesmo assim

impero com o aperitivo que trago na entrada

Não vou aceitar ser xoxada por ti

Por mim eu só dava oi

Mas foi mais forte

Me mandaram sair assim

sem mais

O resto é vergonha para quem diz que conquistou a liberdade.

Que maniqueísta.

Artistas podem falar

mas pouco

Isso é nazista

Não me pede o que não posso te dar

Minha trilha

Som do meu bem estar

Não dá para ficar parada

corremos risco.

E é liberdade o que a gente achou que era?

Gerra de manifésto

Luta particular

Ser e estar

Te dizer que não é fácil se colocar na história

Tinha tanta coisa para ser tocada nessa madrugada que parecia tranquila.

 

 

 



Escrito por Paula Cohen às 15h55
[ ] [ envie esta mensagem ]


Antes da cena

Vou comer brilhantes para ver se quebro um dente

Prometo não te mastigar tanto

Deixa olhar

Mordita bendita cicatriz

Desperto na consequência dos atos

Protagonista do  acaso

Relatos do estado de uma vida singular

Sozinho eu poderia estar se não teus olhos me dissessem tanto

Se não tivesse que engolir

Pranto

Santo

Sacrifício

Ofício é de papel timbrado

Meu labirinto zoado não entendeu

Agora silêncio

Silêncio sagrado de camarim

Quando isso é possível

Tempo atento de entrar na cena

Palavras talhadas na memória

Outra boca é a que fala

Eu já fui ela

Acredite

Eu já fui....



Escrito por Paula Cohen às 14h53
[ ] [ envie esta mensagem ]


Para Cosme e Damião

 

 

Teus braços

Parques de diversão

Primeira versão da história

Uma música Teatro Belgrano

Birutas encantadas de poesia

Teu olhar

Um vinho para continuar girando

Ciranda cantada em prantos de festa

Bom motivo para viver

Melhor seria se você me pedisse fogo

Tua boca

Cinco minutos surdos para celebrar Apolo

E a estrela de David que sai do seu peito quente

O doce mais doce do Erê

 

Parece que a bailarina nasceu girando?

 

Tua mão

Por onde deslize vai me encontrar

Calafrio só de um lado

Quem dança é a pupila entre a pálpebra e o globo branco molhado

Encanto serve para enfeitiçar

Tua lingua

Água e vinho quando se misturam

Os flocos de neve que eu engoli de tanto andar de boca aberta

Um suspiro de Tequila para despertar o príncipe

Agora sim

Você

Quem é?

Que cor de lágrima você chora?

Que música te pira?

Tua mão confirma o destino?

Do que brincava quando era menino?

Já deixou de ser?

 

Bombom

 

Continuem calado

Teu silêncio diz mais de você



Escrito por Paula Cohen às 16h55
[ ] [ envie esta mensagem ]


Arbusto nu

Uma folha amarela e pequena cai sob o tapete na grama
Gramas de vida sólida
É alma que se chama o princípio misterioso que as folhas carregam?
E o nosso?

É da alma que vem o desejo? ou é no espirito que ele nasce?
Quem pensa em você dentro de mim quando eu estou quieta de pensamentos?
Quem tem saudades de algo que não sabe o que é? dentro de mim?
Quantas coisas voltam parecidas desde que eu me lembro de mim
O jeito que se aprendem as coisas? Sei lá....

Restos de jeito de desde sempre

Momento baú de fazer perfumes
De voar trapézio e de  de falar horas com ninguém
De falar línguas inventadas
De gostar do risco
De querer ser singular sem saber o significado
De ter muito respeito pelo amor, pela palavra e pelo olhar
Projeto de não perder a corajem nunca

É a melancolia destes dias belos de outono
Onde as folhas caem
Os corações buscam abrigo

E a felicidade brinca de se esconder



Escrito por Paula Cohen às 23h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


A noite de Pan

Satyro na frente abrindo caminho
Flautas que anunciam o começo da festa
O calor de quem sua é o mesmo
Parado eu em movimento
Me leva
Passeia pelas surpresas que o céu escuro a mim reservam
Entrou uma Esperança enorme na minha sala e não quer sair
Agora mora aqui
Eu não sei o que ela come,
não sai do meu teto
Eu saio
Eu não ando pelo teto
ainda
Eu tenho sede porque a terra é quente demais
Vou por um copo nesta noite
Copo longo para demorar mais a acabar
Vou dar goles pela Esperança que não sei se bebe
E que eu não acho que queira sair daqui
O Iglu recebe bem seus visitantes
Convidados
ou
não.



Escrito por Paula Cohen às 19h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


TCHAU

 

Vim me curar na boca do precipício.

Podia morrer se escorregasse.

Podia escorrer pelos teus braços se assim você tivesse querido

Mas não

querido

Não vistes em mim a treva que precisavas

Não te dou na cara

nem te olho com desdém ou desconfiança ou ciúme ou sombra ou dor ou dor ou sombra

Amor para ti ardida doença

Eu lambida de água vulcânica na pedra a dois mil metros para baixo

Salto e vivo

Me solto e vivo

Ando e me solto de você

Andei muito dentro de mim para chegar até aqui

Boca de precipício do outro lado do mundo

Rindo para a Africa de poucos dentes e tantos ritos

Tentando esboçar um sorriso por dentro da alma para esquentar os orgãos da desilusão

Do seu não

amor

Ventilo a minha dor de entrega e reitero o meu passo em falso

Trilha do meu precipício particular

Corpo do meu lar

Sorte que o amor é meu

Sorte que o sol e a lua aqui se visitam bastante

Vontade de voar que tenho

Nua entre precipícios deixando o vento me guiar os passos na dança louca carta de tarô.



Escrito por Paula Cohen às 16h29
[ ] [ envie esta mensagem ]


Love

Deliciosa vontade de viver

Sublime vocação para alegria

Pequenos ataques de euforia infantil

Vácuo de frio na barriga

por tudo

Por nada

Aprender a ser tão livre mesmo lambendo corações...

Love love love

 

 



Escrito por Paula Cohen às 19h20
[ ] [ envie esta mensagem ]


Blues

Onde está o principe invertido?
Que pouco divertidas que ficam as noites sem o teu rastro.
O rasgo do meu vestido não tem sentido
Onde se esconde o teu tremor nessas noites frias de primavera?
O meu temor é não ter teus olhos, espelho da minha vaidade vã
Meu fã
Minha glória barata
Meu ouvido surdo para as tuas brincadeiras sem graça
Talvés te procure por todo o breu
Destino solto sob ameaça de uma fraqueza
Certeza só dá morte de um dia
Música da tua voz rasgada de cigarro
pleno eixo da minha poesia
Saio a te encontrar nas ruas todas dessa cidade imensa
Minha franqueza me morde a lingua
revela coisas que eu nem sei se disse
Em algum lugar
Você
talvés em sonho te encontre,
livre,
sem medo,
menos triste do que te via.


Escrito por Paula Cohen às 15h53
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
08/08/2010 a 14/08/2010
23/05/2010 a 29/05/2010
04/04/2010 a 10/04/2010
21/02/2010 a 27/02/2010
22/11/2009 a 28/11/2009
20/09/2009 a 26/09/2009
30/08/2009 a 05/09/2009
09/08/2009 a 15/08/2009
28/06/2009 a 04/07/2009
14/06/2009 a 20/06/2009
17/05/2009 a 23/05/2009
01/03/2009 a 07/03/2009
22/02/2009 a 28/02/2009
25/01/2009 a 31/01/2009
23/11/2008 a 29/11/2008
02/11/2008 a 08/11/2008
14/09/2008 a 20/09/2008
31/08/2008 a 06/09/2008
27/07/2008 a 02/08/2008
20/07/2008 a 26/07/2008
13/07/2008 a 19/07/2008
06/07/2008 a 12/07/2008
22/06/2008 a 28/06/2008
25/05/2008 a 31/05/2008
06/04/2008 a 12/04/2008
23/03/2008 a 29/03/2008
03/02/2008 a 09/02/2008
13/01/2008 a 19/01/2008
09/12/2007 a 15/12/2007
04/11/2007 a 10/11/2007
14/10/2007 a 20/10/2007
07/10/2007 a 13/10/2007
09/09/2007 a 15/09/2007
19/08/2007 a 25/08/2007
12/08/2007 a 18/08/2007
29/07/2007 a 04/08/2007
15/07/2007 a 21/07/2007
01/07/2007 a 07/07/2007
24/06/2007 a 30/06/2007
13/05/2007 a 19/05/2007
29/04/2007 a 05/05/2007
22/04/2007 a 28/04/2007
01/04/2007 a 07/04/2007
11/03/2007 a 17/03/2007
04/03/2007 a 10/03/2007
05/11/2006 a 11/11/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
23/07/2006 a 29/07/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
25/12/2005 a 31/12/2005
18/12/2005 a 24/12/2005
11/12/2005 a 17/12/2005
04/12/2005 a 10/12/2005




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis