O refúgio me foge as mãos
Bom era encontrar um canto calmo de frente para o coração. Talvez ficar horas em silêncio, sem pedir por nós. Não derramar uma gota de lágrima, não sentir medo, nem precisar. Não ter sono, comer a fome que te come. Fazer do sonho o primeiro plano. Clarear sentidos. Clarear estados. Clarear.... Bom era que chovesse água salgada na dor do corte aberto. Que queimasse de cessar fogo. Que abrisse o tempo. Que aliviasse de reinar paz.
Escrito por Paula Cohen às 10h56
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