Vênus em Áries.
Um óculos de mulher em um rosto de macho pelado. Uma mina despida de Rita Lee. Chove porra na cidade. E os guarda paus se abrem. Quem tem medo de gritar quando goza? Quem tem coragem de trepar com alguém que já morreu?
Jogaram absinto na caixa d‘agua. Não corte a orelha meu amor. Deixa que eu limpo o meu sangue nos teus dentes. Vênus passa nua por Áries e lhe oferece a nuca. Um tornado de luxúria inverte a moral da cidade. Rabinos explicam que tradição e traição tem a mesma raiz. Um sopro de liberdade sem culpa no coração de quem sempre se priva. O sol dentro do corpo de quem vive cinza. Tatuagens de boca na pele tem lugar nas passarelas. Corpos chupados desfilam com o olhar de crianças que inventam do que vão brincar. Vênus seduz o carneirinho. O sacrifício santo do amor.
Escrito por Paula Cohen às 20h18
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