BÁSICO 1
Passarinho nos dedos saindo da casca E a dança necessária das placas tectônicas para nunca morrer velho aos 97 anos. O tempo que as coisas levam para cicatrizar. O jeito que os amores passam sempre o mesmo peito que suspira. Pegar um lápis nas mãos e tentar Não mais como tentávamos antes quando nem sabíamos o significado das palavras Re aprender se r
Somos algo entre o que queremos ser e o que inevitavelmente pulsamos? Porque fazemos planos?
O alívio de voltar pra casa nem que seja se arrastando pelas ruas roto pingando gotas vermelhas para combinar com as unhas do travesti. O olho que se encontra no espelho e ri cúmplice de si mesmo As gotinhas perigosas que te fazem dormir. O tempo de fazer uma coisa por vez não tinha vez a tempos. Os olhos verdes de alguém que ninguém nunca nos apresentou. O devir Começar hoje para terminar quando o corpo deitar e os sonhos inquietarem mais a tua realidade Ou começar amanhã quando o Fito te trazer o café na cama.
"COMO VENGANZA DE LA BUENA SUERTE O RECOMPENSA DE LA MALA VIDA DE LA CABEÇA ME ARRANCARON CABLES PA METER LAS COSAS QUE ANTES NO ME CABIÁN" Fito & Fitipaldis
Escrito por Paula Cohen às 11h24
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Tombei
O corpo nossa casa Templo de alma e espirito Inquieto Dancei Espatifei a cabeça do radio Cacos de mim na pista da discou Quebra cabeça de médico Pinos placas e parafusos Mulher biônica agora, para concorrer com a maravilha. Bip para portas enxeridas que querem saber demais Garrincha para as mão Inverter os hemisférios Se pan fico mais inteligente. Continuo caindo pois sou de natureza bamba Sorte que não ando em cordas Mas me penduro onde for Gosto de balanço e de vento na cara São os caprichos do impulso que o carneiro me dá Sina ariana de se jogar antes e pensar depois Ou de falar antes e pensar depois Ou de se apaixonar antes e amar depois. A patinha tá quebrada Quero o meu leite na tigela para lamber com gosto o cálcio dos meus ossos Talvez um bom cafuné para me sintonizar Sem drama eu caio Com charme me levanto para ver qual é. E os limites que nos dão noção de realidade sempre presentes pois assim é a vida Fabulosa e indigesta passagem. Enquanto não frequento outras pistas deixo a Bebe indignada esculachar o seu homem ¨malo¨ no meu i pode. Pode ser que eu me acostume com tanta mordomia Pode ser que eu case com o meu médico. Pode ser que eu vire tenista depois de tanta dor de cotovelo.
Escrito por Paula Cohen às 18h01
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