TCHAU
Vim me curar na boca do precipício. Podia morrer se escorregasse. Podia escorrer pelos teus braços se assim você tivesse querido Mas não querido Não vistes em mim a treva que precisavas Não te dou na cara nem te olho com desdém ou desconfiança ou ciúme ou sombra ou dor ou dor ou sombra Amor para ti ardida doença Eu lambida de água vulcânica na pedra a dois mil metros para baixo Salto e vivo Me solto e vivo Ando e me solto de você Andei muito dentro de mim para chegar até aqui Boca de precipício do outro lado do mundo Rindo para a Africa de poucos dentes e tantos ritos Tentando esboçar um sorriso por dentro da alma para esquentar os orgãos da desilusão Do seu não amor Ventilo a minha dor de entrega e reitero o meu passo em falso Trilha do meu precipício particular Corpo do meu lar Sorte que o amor é meu Sorte que o sol e a lua aqui se visitam bastante Vontade de voar que tenho Nua entre precipícios deixando o vento me guiar os passos na dança louca carta de tarô.
Escrito por Paula Cohen às 16h29
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